sábado, janeiro 20, 2018

A Lagarta do Pinheiro - Processionária

A Lagarta do Pinheiro
Com a alteração das condições climatérias verificadas nos últimos tempos, a praga das processionárias, ou lagarta do pinheiro, tem crescido.
Estas lagartas libertam milhares de pêlos que são uma ameaça à saúde pública, pelo que exigem uma vigilância constante. As consequências possíveis são alergias, urticárias, pruridos e manchas avermelhadas na pele, bem como irritações nos ohos (olhos avermelhados, inchados e com comichão) e dificuldades respiratórias.

As lagartas libertam urticantes que se espalham pelo ar e que podem causar graves reacções alérgicas aos animais e ao Homem que, em casos extremos e raros, podem levar à morte. Se tiver um animal e notar alguma alteração (geralmente na coloração da língua, focinho inchado, comichão no focinho, ou ao redor dos olhos, e dificuldades respiratórias) deve recorrer ao médico veterinário.
Curiosidade: Chama-se processionária porque constrói longas procissões de lagartas que caminham das árvores, no sentido do solo, para crisalidar (período em que as lagartas fazem uma espécie de hibernação, em estado de crisálidas, para depois se transformarem em borboletas).
  A lagarta do pinheiro, vulgarmente apelidada de lagarta Processionária - com o nome científico de Thaumetopoea pityocampa - é um insecto desfolhador dos pinheiros e cedros.
 Como tal, leva a um enfraquecimento da árvore e, consoante o grau de ataque, poderá causar-lhe a morte. A processionária do pinheiro, além de provocar estes danos nas árvores, pode também originar graves problemas de saúde pública. 
Devido à característica urticante dos seus pêlos provoca alergias na pele, no globo ocular e no aparelho respiratório no Homem e pode originar o mesmo em animais domésticos. É aconselhável a todos – especialmente crianças – sempre que virem lagartas semelhantes às mostradas nestas fotografias, nas árvores ou no solo, a não lhes tocarem. Como forma de prevenção e de controlo do desenvolvimento desta praga, deverá proceder-se a tratamentos preventivos e curativos, com a utilização de métodos microbiológicos, biotécnicos e mecânicos.

 Com estas medidas espera-se uma diminuição dos danos provocados pelas lagartas de Processionária e um controlo da disseminação desta praga. O grau de desenvolvimento das lagartas está directamente relacionado com as condições climatéricas existentes. Quando o Inverno é seco e de céu descoberto, acelera o ciclo de desenvolvimento das lagartas, nesses casos em Dezembro já existem muitas lagartas no solo, quando isso só costuma acontecer no fim do Inverno (meados de Fevereiro). O Ciclo Biológico da Processionária O ciclo biológico da processionária completa-se, geralmente, num ano, distinguindo-se duas fases: uma aérea na copa dos pinheiros e outra subterrânea, no solo.
 Como todos os insectos, o desenvolvimento da lagarta passa por diferentes estádios. As lagartas de processionária passam por cinco estádios, e é a partir do 3º estádio que se tornam perigosas para a saúde pública. Lagartas nos 1º e 2º estádios de crescimento Normalmente ocorre no período do Outono (meados de Setembro/finais de Outubro). As lagartas jovens vivem em ninhos provisórios, que vão sendo abandonados até à formação de um ninho definitivo (ninho de Inverno), onde aí vivem em colónia e se protegem das baixas temperaturas. Neste estádio, os tratamentos químicos são bastante eficazes. Normalmente, são usados dois grupos de produtos, sendo estes de baixa toxicidade e inócuos para o ambiente, são estes:
 • Diflubenzurão- São inibidores do crescimento, sendo o mais usado o Dimilin;
 • Insecticidas microbiológicos- à base de Bacillus thurigiensis; • Lagartas nos 3º ao 5º estádio Normalmente ocorre no período de Inverno. As lagartas neste estádio estão em crescimento activo, constróem os ninhos de Inverno - tendo um aspecto de novelo de seda - e mantêm os hábitos de alimentação nocturna, permanecendo no ninho durante o dia (este funciona como acumulador térmico). É nestes estádios que surgem os pêlos urticantes. O seu tratamento é mais difícil, uma vez que nesta fase a lagarta já revestiu o seu corpo de quitina (endurecimento) e os tratamentos químicos já não vão actuar tão eficazmente, sendo necessário, como meio de combate a destruição mecânica dos ninhos (retirada mecânica do ninho - após a retirada, o ninho deve ser queimado)

Etiquetas: ,

O Governo vai apostar na criação de "cabras sapadoras" para ajudar a limpar as florestas.

Os rebanhos vão dedicar-se à gestão de combustível florestal na rede primária. Governo vai criar “cabras sapadoras” para limpar florestas
De acordo com o titular da pasta das Florestas, o país vai ter, “pela primeira”, um equilíbrio orçamental entre a prevenção e o combate aos incêndios florestais
O Governo vai avançar este ano com projetos-piloto de “cabras sapadoras” com rebanhos dedicados à gestão de combustível florestal na rede primária, anunciou esta quarta-feira o secretário de Estado das Florestas, destacando o reforço na prevenção de incêndios. A questão silvo-pastoril é essencial, por isso vamos fazer projetos-piloto este ano de chamadas ‘cabras sapadoras'”, declarou Miguel Freitas, explicando que o Governo vai intervir na rede primária através da componente mecânica com o fogo controlado e através da componente biológica com silvo-pastorícia.

 Segundo o governante, as organizações de produtores florestais são “os parceiros privilegiados” para a defesa da floresta contra incêndios. No âmbito de uma audição parlamentar na Comissão de Agricultura e Mar, requerida pelo BE, o secretário de Estado das Florestas lembrou que já foram disponibilizados 17 milhões de euros para executar ações de defesa da floresta contra incêndios, destinados essencialmente à rede primária. “Temos 130 mil hectares para executar”, referiu o governante, acrescentando que “estão feitos apenas 40 mil hectares” e a expectativa é “nos próximos três anos poder executar a totalidade da rede primária da defesa da floresta contra incêndios”. Aos 17 milhões disponíveis neste âmbito “serão somados 15 milhões para executar este ano cerca de mil quilómetros de rede primária de defesa da floresta contra incêndios e manter 20 mil hectares da rede primária que está executada”, indicou Miguel Freitas.
 De acordo com o titular da pasta das Florestas, o país vai ter, “pela primeira”, um equilíbrio orçamental entre a prevenção e o combate aos incêndios florestais. O governante referiu ainda que o país vai ter uma diretiva única de prevenção e combate aos fogos.
 “Pela primeira vez em Portugal, vamos ter uma diretiva operacional que mostra bem aquilo que se vai fazer quer em combate quer em prevenção. Até agora, a diretiva operacional era apenas de combate”, declarou o secretário de Estado das Florestas. Questionado pelos deputados do PSD sobre como é que o Governo vai garantir que a Infraestruturas de Portugal cumpre a lei para a limpeza das faixas de gestão de combustível florestal, Miguel Freitas disse que a empresa pública já abriu um concurso, no valor de 18 milhões de euros, para fazer a limpeza da rede viária, considerando que “há uma grande determinação para avançar com a limpeza”.

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Noticia Triste - Faleceu Lurdes Trindade

Lurdes Trindade era casada com Augusto Santos ( do Barreirinho) e mãe do Carlos Santos.

Etiquetas: ,

domingo, dezembro 24, 2017

O verdejar na Moura Morta...

Apos os fogo de 15 de Outubro começa o verdejar dos campos de cultivo






domingo, dezembro 17, 2017

Missa de 7º Dia - Ilda Cândida

Missa de 7º dia de Ilda Cândida na Capela da Moura Morta  segunda feira dia 18 pelas 18h00

sexta-feira, dezembro 15, 2017

O Recomeçar....ou começar de novo...






segunda-feira, dezembro 11, 2017

Funeral de Jose Leitão

O Blogue da Moura Morta apresenta sentidas condolências a toda a familia de Jose Antonio Leitão

Da sua Biografia 
  • Mouramortino, Sócio n.º 45, sócio desde Novembro de 1977. 
    A sua vida foi dividida entre Portugal e o Brasil onde passou uma grande parte da sua vida.Teve uma Vacaria, trabalhou na Indústria da panificação e aquando do seu regresso à Moura Morta trabalhou na agricultura tomando conta das fazendas dos pais e do sogro, Alfredo Barata (Sabino). Agora está reformado e viveu na Moura Morta. De vez em quando ainda vai ao Brasil Estava ultimamente na casa de Repouso  de Miro. 
  • Não podemos deixar passar em claro o facto de ter sido um dos poucos mestres de lagar, arte que aprendeu com o seu pai, o Ti António Leitão no Lagar da Ribeira.

Etiquetas: ,

domingo, novembro 26, 2017

A Erva da Inveja

A Erva da Inveja (Vinca difformis) tem-se criado espontaneamente na Moura Morta em zonas humidas e sombrias junto a alguns poços.


Nome vulgar: Alcangorça; Alcongosta; Congorça; Congossa; Congossa-maior; Erva-concorça; Erva-congorça; Erva-da-inveja; Pervinca; Salva-da-inveja; Vinca. 
Família botânica: Apocynaceae. Nome científico: Vinca difformis.
Distribuição Geral: Sudoeste da Europa; introduzida como ornamental e subespontânea noutras áreas. Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental.
Habitat: ruderal; rrnamental; sob coberto de bosques, em galerias ripícolas, em locais ensombrados e húmidos.
Floração: dezembro a junho.
 Características: Planta herbácea com caules prostrados ou ascendentes, até 2 metros de comprimento. Possui folhas persistentes opostas, ovadas a lanceoladas, sem pelos.
 A ausência de pelos nas margens, permite facilmente distinguir a Vinca difformis da Vinca major. As flores de cor azul pálido com um longo pedúnculo são solitárias, axilares, possuindo a corola segmentos obliquamente truncados. É muito ornamental, formando extensos tapetes, sendo usada como planta de cobertura do solo, debaixo de árvores ou arbustos.
 Também pode trepar muros ou acompanhar declives.
Apresenta baixa necessidade de manutenção - apenas uma poda drástica uma vez por ano para a renovação da folhagem. Multiplica-se por sementes, estaca ou divisão da ramagem enraizada.
De http://jardimautoctone.blogspot.pt/2014/05/erva-da-inveja-vinca-difformis.html

Etiquetas: ,

Recordando Monsenhor Nunes Pereira

Padre Augusto Nunes Pereira 
Nasceu na Mata, pequena localidade à beira do rio Ceira, a 03 de Dezembro de 1906. A sua infância é passada entre esta aldeia e Fajão, onde frequenta a escola primária. O facto de seu pai ter sido uma escultor santeiro reconhecido, não deixou, por certo, de influenciar a atracção que, desde cedo, sentiu pelas artes. Foi ainda na escola primária que esculpiu na madeira, com um canivete, a primeira figura.  Minha mãe foi uma grande mulher. Tendo enviuvado cedo, ficou com uma casa de lavoura a seu cargo e, mesmo assim, conseguiu mandar-me para o Seminário, com dinheiro emprestado”.
Do contacto com a paisagem da Serra do Açor ficou-lhe a apetência por materiais como a madeira, os seixos e as torgas. Da vivência da aldeia, o gosto pela cultura popular. Durante vinte anos preparou as vinte e cinco tábuas que ilustram “Os Contos do Fajão”, de tradição oral.
Em 1977, em reconhecimento do valor da sua obra, abre ao público em Fajão um museu que lhe é dedicado.
 Entre 1919-1929 esteve no Seminário Maior de Coimbra. Nestes anos se forjou o padre, o artista, o jornalista e o estudioso que nunca mais deixaria de ser.
Terminado o curso e recebida a ordenação foi mandado para a paróquia de Montemoro-Velho, onde esteve de 1929 a 1935.
Em Coja (1935-1952), revelou-se a riqueza da personalidade de Nunes Pereira, estendendo-se a sua acção aos mais diversos domínios. A sua sensibilidade como artista e 2 talento de artífice foram amplamente colocados ao serviço da igreja como provam os altares, confessionários, pinturas a óleo da Igreja Matriz e frescos da sua autoria. A casa onde habitava, “A Casa do Pombal”, serviu para a promoção de actividades culturais. Nela, Nunes Pereira, o professor José Alves e o médico Dr. Santos Júnior (conhecidos pela “trempe”), facultaram à população cursos de música, desenho artístico e técnico e até ginástica.
 Nunes Pereira é nomeado pároco de S. Bartolomeu a 13 de Janeiro de 1952 e aí se manterá até se aposentar em 1980.
Passa a residir na Casa Paroquial , anexa à igreja, onde tinha o seu atelier, conciliando o exercício do seu múnus pastoral com um crescente interesse pelo cultivo das artes, desde a poesia à escultura, passando pelo desenho, pela aguarela, pelo vitral e sobretudo pela xilogravura, especialidade em que se viria a tornar possivelmente no melhor artista português da segunda metade do Séc. XX. A permanência nesta cidade permitiu-lhe um envolvimento mais directo com o meio artístico, tendo sido um dos fundadores do Movimento Artístico de Coimbra.
 Ainda residente em S. Bartolomeu (1980), manda construir uma casa na Portela do Mondego, periferia de Coimbra.
Em 1981, foi nomeado membro da Comissão de Arte Sacra e Conservador do Património Artístico da Diocese de Coimbra. Como Vigário Geral da Diocese durante a década de 70, dedicou-se ao estudo de monumentos em locais de culto e participou no inventário cultural de arte sacra.
Foi também nestes anos que desenvolveu de forma sistemática o trabalho de jornalista no “Correio de Coimbra”, em cuja redacção permaneceu durante vinte e dois anos,
Faleceu a 01 de Junho de 2001.

Caricaturou em em 1993 vários mouramortinos num almoço-convivio no Pego Negro.


Etiquetas:

A Grande Verdade. Não se fez , não se faz nem ninguem vai fazer

Depois de uma semana intensa de debates sobre a floresta, a Profª Helena Freitas da Universidade de Coimbra deixa a sua sinopse...


- Temos uma “floresta” que é uma manta de pequeninos retalhos desordenados e incoerentes, sendo que 98% da manta é privada e o restante é propriedade do estado, mas o descuido é comparável.
- Temos uma política florestal intermitente, sob responsabilidade de uma entidade híbrida e inadequada, concentrada na capital, e não temos nos territórios a extensão técnica que o país precisa e reclama
- Temos uma vigilância da floresta que é mínima, e desajustada da realidade territorial e do esforço preventivo necessário

- Temos uma floresta que tenderá a regenerar com uma composição semelhante à previamente instalada - ou ainda mais degradada e mais susceptível ao fogo – e temos as populações disponíveis para converter a floresta numa composição diversa e resiliente, mas não têm apoio técnico para promover a mudança 
- Temos as comunidades rurais mais abandonadas e cada vez menos confiantes na ação do estado, e sobejam as razões para essa perda de confiança e expectativa
Helena Freitas